PolíticaNo domingo (25) da eleição, os jornais abriram páginas com a galeria dos presidentes da República. Sob as fotos, a profissão e o mandato de cada um. Três foram eleitos, mas, por impedimento (Júlio Prestes) ou morte (Rodrigues Alves e Tancredo Neves), não tomaram posse. Oito (Deodoro, Floriano, Getúlio e os cinco milicos de 1964) não foram eleitos -nem precisavam, porque tinham cavalos e tanques. E quatro exerceram mandatos-tampão constitucionais. Excluindo as reeleições (donde Lula só contou uma vez), foram 38 presidentes. Deles, 23 eram advogados. Os demais foram nove militares (o nono, definido como "reformado", Jair Bolsonaro), um médico (Juscelino), um "jornalista" (Collor), um engenheiro (Itamar), um sociólogo (FHC), uma economista (Dilma) e um metalúrgico (Lula). O que tirar dessa lista? A perplexidade ao constatar que, apesar de 23 presidentes advogados, a República sofreu tantos golpes, tentativas, golpes abortados e golpes dentro de golpes. Não seria de se esperar…
Folha (BR) · Brasilhace 2 horas